Quem são as juventudes do Brasil?

As juventudes brasileiras não vivem todas a mesma realidade social. Ainda que, enquanto geração, compartilhem um mesmo momento histórico, há muitas juventudes em nosso país. Assim, para apoiar as juventudes é preciso entender a diversidade que existe dentro dela.

A maioria dos jovens brasileiros são pessoas negras, que correspondem à soma dos jovens pardos e pretos (IBGE, 2020)

gráfico que acompanha a sessão

A distribuição de jovens entre homens e mulheres é bastante equilibrada (NERI, 2019)

Enquanto na faixa etária entre 15 e 24 anos a maioria da população é do sexo masculino, na faixa seguinte, entre 25 e 29, a maioria é do sexo feminino. A partir daí, as mulheres são maioria para todas as outras faixas de idade.

A projeção para 2060 é de que os homens sejam maioria nas faixas de idades até 49 anos e as mulheres comporiam a maioria nas faixas etárias seguintes.

Atualmente, a maior parte da juventude brasileira se encontra nas áreas urbanas (IBGE, 2012b)

Segundo os dados do Censo demográfico de 2010, havia no Brasil 7,8 milhões de jovens de 15 a 29 anos residindo na zona rural.

A distribuição se inverte quando consideramos a população indígena (IBGE, 2012b)

Em 2010, 84.442 jovens de 15 a 29 anos se declararam indígenas, o que representava 0,4% da população jovem nacional e 26,6% da população total de indígenas do país. Desses jovens, 38,6% residiam em zonas urbanas e 61,4% em zonas rurais. Em 2010, 50,9% dos jovens autodeclarados indígenas eram do sexo masculino e 49,1% do sexo feminino.

Entre as macrorregiões do país, as regiões Norte e Nordeste contam com uma maior proporção de jovens (IBGE, 2020)

gráfico que acompanha a sessão

Mais especificamente, há alguns lugares que contam com uma maior concentração de jovens no país (NERI, 2019)

Jovens estão representados mais na região das periferias metropolitanas nos seguintes estados: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Ceará.

Jovens estão mais representados nas capitais dos seguintes estados: São Paulo, Paraná, Bahia, Pernambuco e Pará.

Jovens com deficiência (IBGE, 2012a)

Estima-se que o Brasil possua cerca de 6,6 milhões de jovens entre 15 e 29 anos com deficiência (aproximadamente 15% da população jovem do Brasil).

A maioria deles vive nas regiões Nordeste e Sudeste, sendo a deficiência visual a mais comum.

Jovens LGBTQIA+

Embora não tenhamos dados específicos sobre as juventudes, estudos de grupos ligados ao movimento LGBTQIA+ estimam que no Brasil existem por volta de 20 milhões de gays (10% da população), 12 milhões de lésbicas (6%) e 1 milhão de pessoas trans (0,5%) (MICHELS; MOTT; PAULINHO, 2018).

Percentual de jovens na população por macrorregião (1970-2060)

gráfico que acompanha a sessão

Fonte: FGV Social a partir do IBGE (Censos Demográficos e Projeção Populacional 2018) – Atlas das Juventudes

O percentual de jovens em queda aparecem em todas as macrorregiões do país, com destaque para o Sul que atingiu o pico na década de 1980 e já está em ritmo de queda na porcentagem das juventudes.

Áreas rurais, urbanas e metropolitanas: razão entre taxas de juventude específicas e geral (1992-2015)

gráfico que acompanha a sessão

Fonte: FGV Social a partir dos microdados da PNAD/IBGE – Atlas das Juventudes

A taxa de juventude permanece abaixo da média geral nas áreas rurais do país, onde a razão entre a taxa específica e a geral se mantém inferior a 1. O oposto ocorre nas áreas urbanas não metropolitanas, que, em todo esse período, registram percentual de jovens acima da média nacional.

Cor/raça: razão entre taxas de juventude específicas e geral (1992 e 2015)

gráfico que acompanha a sessão
Fonte: FGV Social a partir dos microdados da PNAD/IBGE – Atlas das Juventudes
As menores taxas de juventude ocorrem atualmente entre os grupos classificados como brancos ou amarelos, enquanto as maiores se observam aqueles identificados como pretos, pardos ou indígenas. Enquanto as categorias com menores frequências na amostra, como indígenas e amarelos, podem apresentar fortes oscilações anuais na pesquisa devido ao erro amostral, os resultados para as categorias mais frequentes registram tendências consistentes ao longo do tempo. De 1992 a 2015, a taxa de juventude se mantém alta entre as pessoas pardas e baixa entre as brancas, com aumento da divergência entre ambos os grupos aumentando suas distâncias em relação à média geral. Já no caso das pessoas que são declaradas ao IBGE como pretas, o percentual de jovens acompanhava a média nacional na década de 1990, mas, no novo século, subiu até convergir com o percentual encontrado nas populações parda e indígena.

Decomposição da taxa de crescimento da renda individual trabalho por componentes trabalhistas clássicos de 2014.T4 a 2019.T2 - Jovens da metade mais pobre da população e total de jovens

gráfico que acompanha a sessão

Fonte: FGV Social/CPS a partir de microdados da PNADC trimestral/IBGE – Atlas das juventudes. Obs: *Renda habitual individual do trabalho – População entre 15 e 29 anos

A renda dos jovens situados na metade mais pobre da distribuição de renda domiciliar per capita do trabalho caiu 24,24 pontos de porcentagem contra 14,66% da média geral de todos em idade dos jovens. Ou seja, uma perda de quase 10 pontos de porcentagem mais desfavorável à base que é uma medida de ampliação da desigualdade de renda. A resposta dada pelos ingredientes onde a queda da metade mais pobre é maior do que da queda total do gráfico abaixo isto inclui o desemprego, o retorno da educação e a jornada de trabalho. Entre os elementos que diminuíram a concentração de renda trabalhista entre os jovens são os mesmos que fizeram a média cair menos como a taxa de participação no mercado de trabalho e a educação.

Centro de Políticas Sociais da FGV

O trabalho desenvolvido com o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas para o Atlas das Juventudes, contou com a coordenação do professor Marcelo Neri, que foi responsável pelo processamento, atualização e sistematização das principais bases de microdados do país e em algumas análises do mundo. Construímos panoramas, simuladores, mapas e diversas projeções populacionais, com dados de todas as cidades, estados e regiões do Brasil.

Muitas das pesquisas que encontramos sobre juventudes buscam estimar o quanto o jovem tem de benefício financeiro no trabalho a partir dos anos que dedica à educação.

Assim, construímos e disponibilizamos um simulador interativo: o Índice-você. Ele permite a cada jovem colocar as suas características individuais e geográficas e analisar o impacto de diferentes escolhas educacionais sobre salários, empregabilidade, formalidade e jornada de trabalho.

O Índice-Você oferece ao jovem a possibilidade de transformar informação em conhecimento próprio sobre os efeitos trabalhistas de um amplo menu de escolhas educacionais. + Acesse aqui!

Aqui você irá mais informações sobre a população jovem do Brasil:

Banco de dados

Texto

Slides

Mapas interativos (Mundi, Estados, Capitais e Municípios)

Proporção de Jovens - 1950/1970/2000/2015/2060/2100

Rankings lista

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